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        Um pianista autodidata tenta ganhar a vida tocando seu piano jazz nos bares da cidade. Sua inspiração é Thelonious Monk. Mas viver de sua arte é complicado. E ele tenta, tenta e tenta, chegando a tocar de domingo a domingo. Vendo que ele tem contato com muita gente em muitos bares, um conhecido lhe oferece um bico pra ajudar na sua renda ao menos enquanto o trabalho com piano não lhe sustenta. Ele topa. Mas antes que consiga viver da sua arte, acaba preso por tráfico de drogas em flagrante.

        Na cadeia, por não pertencer a nenhuma facção, os outros presos o ameaçam. A direção do presídio vendo que ele não é do crime o coloca isolado na ala dos seguros na esperança de vendê-lo futuramente para a imprensa como “marginal recuperado pelo sistema prisional”.

        O problema é que quando tem rebelião na cadeia os presos que estão nessa ala viram refém e dificilmente sobrevivem.

        Ele passa os dias na esperança de voltar a respirar o ar da liberdade e tocar seu piano. Até o dia em que descobre a iminência de uma rebelião. É aqui que começa a peça CÁRCERE.  

        Ele passa a viver em ritmo de contagem regressiva e suas expectativas, impressões, reflexões e sensações são expressadas num diário que o ator leva para o palco.

8 Responses

  1. Mari Diz:

    Readaptação?
    Quero assistir.

  2. Ana Motta Diz:

    Há tantas outras facções, outras rebeliões, outros refens, outros CÁRCEREs!!! Liberdade é muito mais do que a simples possibilidade de ir e vir. Diários escritos, diários vividos, diários imaginados. diários, dia após outro dia… enfim…
    Muito sucesso nas suas turnês, suas peças, sua vida. Que seu trabalho não se acomode e sua voz não se cale. Por enquanto… ADEUS!

  3. Thiara P. Diz:

    Somos reféns de nós mesmos, cheios de grades e jaulas imaginarias.
    A liberdade é um ponto de vista que etm varias faces.
    Quem disse que a rebelião pode não ser o esboço de uma delas?

    Quero assistir.
    Cheguei na metade aquele dia aqui em Vix.

  4. Jacque Diz:

    Eu vi.E amei.
    E saí de la pensando. Nas minhas prisões.Nos meus cáreceres.E nas minhas rebeliões.
    Naquela noite (que assisti a peça)…vivi a minha rebelião.E sobrevivi.
    Mais forte.Mais madura.Mais mulher.Mais humana.
    Sempre serei grata à ti.

    Saudade de te ver no palco.
    Bjooo

  5. Dalila Diz:

    quero ver!!
    interiorzão de SP não recebe a peça, não?? snifff…

  6. Alyne Diz:

    Há…
    Vem apresentar esta peça aqui em Foz do Iguaçu!

  7. Daniela Diz:

    Oi Vinícius,
    Sou do curso de Fonoaudiologia da FMU e assisti Cárcere ontem e fiquei encantada.
    Saí de lá pensando muito nas amarras do dia-a-dia a que muitos de nós estamos presos.
    Sua interpretação é incrível, sensível e emocionante. Sua consciência corporal e técnicas de respiração muito bem utilizadas também chamam a atenção. PARABÉNS!

  8. Baby Diz:

    Verei em outubro de 2009, se Deus quiser!!

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