Aqui acabo de mudar de casa. Aquele caos. Revirar as coisas escritas guardadas em caixas podres é o que mais me pesa. Por que é preciso dar um fim nas caixas e encontrar novos modos de armazenar a papelada. Talvez o lixo? Talvez não. Melhor não. Cartas recebidas. Tanta coisa tão importante e inútil. Uma prova da quinta série. Uma redação do primeiro colegial. Uma carta de uma fã, a primeira. Tento encontrar-me nesses papéis amarelados. E me encontro. Ligo rocks antigos pra não segurar o choro. E se choro, me acho tolo. A lua lá fora e eu aqui, existindo no passado. Sendo o cara do hoje olhando nos olhos do eu-passado. Olhando fotos antigas, chego a olhar meus olhos sempre agoniados e perguntar para aquele que fui, seu sou o que ele esperava de mim, como um pai querendo ser o herói do filho. E me sinto insuficiente. Sinto e digo pro rapazinho da foto, eu, que talvez eu tenha perdido tempo com coisas vãs. Mesmo que esse não seja o discurso de um alcoólatra arrependido. Meu ópio foi e é outro. Nada demais. Nada que vá arrebentar meus pulmões, fígado, uretra, estômago. Quem se sente completo sempre, precisa ser internado. É o que me digo pra aliviar minha barra comigo mesmo. Acabo por desligar o som rock brega para ter mais fluência na arrumação do caos da minha vida contextualizado em papéis. Pra ter mais desprendimento. Menos amor. Mesmo assim não rasgo poesias ruins, péssimas, escritas aos 17. Guardo-as como quem guarda palavras de um filho em momento de crescimento. E acabo por arrumar tudo. Faço a mudança e encontro novo lugar pra armazenar tudo. E novos papéis são preenchidos e jogados despretensiosamente no grande baú situado ao lado da máquina de lavar. Espero ficar um tempão sem me mudar.





junho 11th, 2009 at 19:11
desejo felicidades na nova morada…
abração, irmão.
junho 11th, 2009 at 22:41
Um monte de mudanças.
junho 11th, 2009 at 23:30
Sei bem o que passa essas palavras talvez poderiam ser minhas(sem pretensão apenas ex rsrsrs)com o agravante da casa não ser mais a mesma a mudança acontecer mais os papéis continuarem suspensos em algum lugar que não esta ao meu alcance e naquela noite em que tudo que se quer é lembrar eles simplesmente não estão ali…
Fico feliz que tenha os seus rsrsrsrs
bjos
junho 13th, 2009 at 0:03
Só mudei uma vez de casa nos meus 21 anos de idade.
Minha casa antiga tinha um quarto a mais.
Lembro que quando eu era criança, ficava mudando de um quarto pro outro, pra ter essa sensação de mudança, que eu desconhecia.
A três meses atrás mudei pela primeira vez, sensação estranha, mas foi bom revirar, reler, rever as coisas de uma garota que eu costumava ser no passado, e fazendo das suas palavras minhas, perguntar baixinho, se eu sou o que ela esperava de mim, e o qunto dela ainda existe.
Seja feliz na sua nova casa!
junho 16th, 2009 at 21:14
Mudança…tempo de boa nostalgia que até certo ponto chega a incomodar pela sensação da incerteza dos fatos presentes, atuais…
Beijos :*
julho 19th, 2009 at 17:14
…Se tenho que arrumar minhas bagunças,meus papeis,minhas quinquilharias,pelo mais chato q seja é uma das maneiras de me conhecer,me ver oooou até mesmo me sentir,sei lá, em 30 minutos não arrumo nada!Deixo lá até ter muito tempo pra arruma-la,pois sei que de lá não sairei tão cedo!!!
Obrigado Vinicius!!!Um grande abraço de um amigo-amigo e de um amigo-fã!Até a próxima!!!Valeu pela força!
julho 19th, 2009 at 18:23
SARAVÁ!!!
agosto 11th, 2009 at 16:31
Minha Carta tava nos papéiss!?!?!?!