“Queria saber se você gosta de reveillon”, disse o carcereiro. “Adoro reveillon. Mudança. Adoro. Novas expectativas, um bom símbolo de re-começo. Mesmo que o ano tenha sido ótimo, você quer o ânimo de um novo horizonte infindável, mesmo que ilusório. Gosto.” Filosofei. Aí ele mandou “e daquele momento da contagem regressiva, tu gosta?”. Adoro, respondi. “Adoro. É o momento ápice. Aquele cheiro de champagne. As mulheres tão belas de branco, todos os olhos brilhando, êxtase. Só fico meio agoniado quando vem o zero. Zero é o fim de um ano ou começo do outro? É onde acaba ou onde começa? Zera é fim ou é começo?”.
trecho da peça CÁRCERE escrita em parceria com Saulo Ribeiro.
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janeiro 26th, 2012 at 15:12
“você quer o ânimo de um novo horizonte infindável, mesmo que ilusório.”
Mesmo que ilusório…
Mesmo que ilusório..
Mesmo que ilusório.
Que venha 2012, além das ilusões, pra você e para mim!