Posts Em Destaque

DIÁRIO de BORDO DE UM PIRATA (nas ESTRADAS)  PARIS - 2013.

September 18, 2016

DIÁRIO de BORDO DE UM PIRATA (nas ESTRADAS) 
PARIS - 2013.

Depois de muito andar sem destino por aquelas ruas planas (encontrando os mais diversos destinos), eu estava nas proximidades do Théâtre de l´Odéon que fica na margem esquerda do rio Sena (próximo também do Jardin du Luxembourg) quando me deparei com um café com uma livraria no fundo. Resolvi descansar perto dos livros. Estava bem frio, então pedi um chocolate quente e enquanto não vinha, abri um livro que estava na minha bolsa chamado Diário de um Mau Ano do sul-africano J. M. Coetzee que eu havia comprado num sebo do Bairro Alto em Lisboa (ainda não editado no Brasil). Subitamente me bateu uma curiosidade sobre as traduções do Coetzee para o francês. Então guardei o meu livro na bolsa e sem esperar o chocolate fui a procura dessas traduções. Mas antes que começasse a buscar traduções do Coetzee, me vi buscando traduções de outro escritor, do norte-americano Paul Auster. De modo que eu estava decidido a buscar quais obras traduzidas para o francês estavam disponíveis naquela livraria desses dois dos meus autores contemporâneos preferidos. Olhando pra mesa onde eu estava antes, vi que meu chocolate acabara de chegar. Mas antes que eu pudesse voltar, me deparei com um livro que me roubou a atenção: Here and Now. Apesar do título ter sido mantido em inglês, a obra estava traduzida para o francês. Mas o que me arrebatou foi descobrir a autoria de tal livro. Tratava-se de um livro de cartas. Troca de cartas. Troca de cartas entre Paul Auster e J.M. Coetzee!!! Apesar dos dois serem contemporâneos (Coetzee é só alguns anos mais velho que Auster), eu não imaginava que os dois se conheciam e menos ainda imaginava que eles pudessem ter uma obra juntos. Claro que eu já havia me imaginado apresentando um para o outro. E na minha estante os dois ficam lado a lado. De modo que me senti cúmplice de tal amizade. Descobri que em 2004 o Paul Auster estava organizando uma obra em homenagem ao centenário do Samuel Beckett e convidou Coetzee para escrever o prefácio já que este já havia se debruçado na obra do escritor irlandês na sua dissertação de doutorado. Mas a troca de cartas dos dois com intenção de virar livro (ainda não traduzida para o português), começou a ser escrita em 2008 e foi até 2011. Nesse ponto me senti meio traído, como é que eles nunca me contaram isso antes? De qualquer modo, essa experiência simples, porém intimamente intensa, me deu uma sensação incrível. É o tipo de coincidência só possível de encontrar nos livros do Paul Auster. Ou do Coetzee.

 

Please reload

I'm busy working on my blog posts. Watch this space!

Please reload

Posts Recentes

November 6, 2019

September 17, 2019

September 12, 2019

September 9, 2019

August 19, 2019

August 12, 2019

August 5, 2019

August 2, 2019

June 16, 2019

Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags

I'm busy working on my blog posts. Watch this space!

Please reload

Siga