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DiárioDaQuerenta22: 05/04/20

April 6, 2020

Ano passado foi um ano difícil. Lembro de ter dito e escutar muita gente dizer/escrever “acaba logo 2019”. Agora quase no meio de um 2020 tão complicado, dá a impressão de que 2019 não foi tão difícil assim. Se por um lado tudo pode melhorar, por outro, tudo pode piorar. ACABA 2020!!!

Lembro de uma amiga que estava numa situação difícil dizer que a crise dela não estava tão complicada quanto outras. Ela usava como parâmetro situações piores pra lhe trazer algum alívio. Eu sempre respondia que ela poderia optar em se mirar nos que estavam piores. Mas também poderia tentar se espelhar nos que estavam melhores. Talvez isso lhe trouxesse um impulso menos conformista. Talvez.

Mas falando numa conjuntura pandêmica como essa que vivemos, é fundamental olharmos de fato quem passa por situações concretamente piores. Não olhar pra isso e focarmos apenas nossos dramas pessoais é puro egoísmo. É preciso falar de privilégios em meio a essa situação. Mesmo sendo natural perceber como tudo isso afeta a vida de cada um de maneira particular. Alguns estão vivendo dramas. Outros verdadeiras tragédias (fome por exemplo).

Falando de privilégios, ele existe também fora da pandemia. E nesse sentido tenho visto com certa surpresa tantos liberais e defensores da meritocracia entendendo a necessidade de apoiar os menos favorecidos (ao menos nesse momento). Como se precisássemos viver isso para que eles olhassem o mundo sem partir do prisma dos seus próprios umbigos. Com ou sem pandemia, boa parte da população precisa de apoio, suporte e medidas que de alguma forma deem condições mais dignas de vida. Claro que vez em quando alguém da classe pobre consegue ascender socialmente, mas é preciso ver que as exceções apenas confirmam a regra. Estamos num “jogo” injusto, e só é possível conseguir algum nível de mudança social quando toda população menos favorecida for de fato assistida.

Suplicy vai ver o seu plano de vida, o Renda Mínima, se concretizar. E é fundamental que isso não seja apenas nesse momento. Para além do Bolsa Família, é preciso estender a mão do Estado aos que sempre precisam, independente desse estado de coisas atual, como, aliás, costuma fazer com subsídios milionários as grandes empresas, por exemplo. Mas claro que tem muitos que torcem o nariz ao ouvir isso. É aquela coisa, Estado Mínimo é para os outros. A crise de 2018 escrachou isso. E a crise de agora está escrachando mais uma vez. Não se enganem, os apoios aos que realmente precisam é uma palha perto do suporte que todos os países estão dando (ou vão dar) ao empresariado em geral. E eu acho que tem que apoiar mesmo. Acredito num Estado que potencialize a dinâmica econômica. A diferença é que não acho que o apoio tenha que ser apenas pra parte de cima da pirâmide.

E pensar que boa parte da população brasileira votou contra si mesmo. Lembro nas eleições que Chico Buarque numa entrevista disse emocionado “muita gente votando contra si mesmo”. Há outros aspectos que precisam ser levados em conta e que passam também pelos erros do PT, mas nem isso abarca essa realidade amarga. Veremos se pós-pandemia esses liberais vão voltar as costas aos mais pobres ou se essa situação os ensinou como de fato não se trata apenas meritocracia e que são necessárias ações efetivas pra diminuir essa escandalosa diferença social do país.

De resto, sem resto. Sigamos o mais inteiro que pudermos.

Ontem fiquei frágil ao fim do dia. Como que sem forças. Aí dormi pra existir menos. Torcendo pra acordar assim. Bem. Como estou agora. Muito bem. E pronto pra cair de novo. Pra levantar. Eu caio, mas eu levanto.

 

 

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